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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Algemas de papel


A razão é sujeita a conveniência.
Simples desvaneio do concreto.
Falta de sinceridade e perspectiva
Da clareza da verdade.
Há ausência de argumentação ou
 De qualquer tipo de acordo.
 A satisfação é o susto alheio
às cegas do outro lado da verdade.
Reféns do caos, a preferência
é continuar cego.
Ser escravo da ignorância e apenas
Almejar a sabedoria.
Em rédia do próprio preconceito,
Os dias são vivenciados com a
Miserável riqueza que se construiu.
Passam-se os invernos
E a parte boa é o que o fim um dia chega
E tudo que já foi dito é enterrado junto
Com o túmulo, sem ao menos ter direito
A declamação de uma pequena revolução.
Aceitar a própria pequenez e passar despercebido.
Apenas mais um.

sábado, 6 de outubro de 2012

Ápice do Contínuo Fim


Diga-me o motivo de você não comemorar
E essa tristeza que tem dentro é capaz 
de te incendiar. 

A força que detêm o seu sorriso. 
O Diferencial que rouba o seu alívio.
Isso tudo,que é nada,  lhe reserva o miserável.

A incapacidade de escolha
E o vento traz a morte que bate à  sua porta.
Trouxe o reforço da falta de saudade.

Os pés aliviados do fraco destino 
se tornaram forasteiros.
Um susto mortal!

No último suspiro do coração
perguntou-se se valeu a pena? 
Agora sem chance de voltar, 
terás a eternidade para questionar.
Angústia!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ciclo de vida humana suicida


Pra ser bem radical, o homem só necessita  do que ele é capaz de carregar nas mãos. E sim, estou criticando a sociedade consumista compulsiva.
Falo sobre a diferença tênue entre necessidade e vaidade. O desejo humano é insaciável e no sistema atual nunca se chegará a satisfação, pois no momento que se conquista o bem desejado, a partir dali nasce uma nova vontade de possuir o que não se tem. Com isso, o individuo (todos) vive um ciclo infinito de insatisfação pessoal. Conceito este que caracteriza a vaidade. Já a necessidade é o que é necessário,  o básico para alguém sobreviver em condições consideravelmente boas (Higiene, alimentação e saude). Agora o que me faz pensar sobre tudo isso é: O QUE É BÁSICO PARA VOCÊ E PARA MIM?
Vivemos no mundo Ocidental onde tudo gira em torno da palavra "Posse" e é pregado um falso sistema igualitário e justo onde a satisfação é  ver  o pobre se tornando mais miserável e o rico se gloriando por ver seu enriquecimento na decadência de um outro ser humano.
Acreditamos na liberdade e busca da auto independência, sendo que já nascemos corrompidos para o mal. Somos miserês animais castrados vivendo uma forma de vida suicida.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um dia tá e no outro não mais

Quando a agonia sufoca o coração é porque deve ser sinal de alguma coisa.
A falta do que não se tem ainda. Os planos se perdem por conta da realidade
A boca resseca e a mente cansou de projetar novos refúgios. Ações!
Os sonhos são apenas cabines escuras sem vida e qualquer expectativa
Uma rotina até que Deus venha e retire o sopro que um dia deu.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Desce a minha

Depois de perder a casa, o emprego e sua mulher
Ele concluiu que não nasceu pra ser feliz
Bebeu o copo com veneno e fechou os olhos.
Esperou terminar ansiosamente aquilo que mais sabia: Ser infeliz...
Acabou sorridente no seu último suspiro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um dia

Os olhos cheios de lágrima e o coração de angustia
Questionamentos vem, decisões são tomadas, mas a dor não passa
A vida não pára e o tempo é curandeiro.

Um dia direi que poderia ter feito mais, dito de menos ou ter amado mais
Com as façanhas pelo longo da estrada pessoal, arrisco e as vezes, muitas delas sou medrosa
Conhecerei mais a mim, vou de rir de tudo que passou e certamente colherei algo de bom
Na velhice saberei se fiz certou ou não, e na urna as marcas de uma vida
e naqueles que eu amo apenas as lembranças e a saudade no coração.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Percepção

As palavras não consolam mais o coração angustiado
O alheio ânimo é imperceptível
A escuridão se tornou o enfoque
Único

A infelicidade domina inocência
A incredulidade desanima fiel
A solidão
Turbilhão

Explosão de sentimentos ruins
O sorriso se esconde por conta da destruição
O medo é certo, a ousadia murcha como balão
Auto

As asas perdem suas penas
O desânimo pesa o vôo
A queda parece confortável
Suicídio 

sábado, 9 de abril de 2011

Lacuna paternal

O Homem vive a gravar a voz de outros meninos
com a tentativa de preencher o silêncio de não ouvir mais
o  que túmulo roubou do seu pequenino.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Querido Fim

Com os pés na beira  do prédio
eu questionava o que faria da minha vida
Se me matava ou comprava uma bicicleta

Fui covarde a vida inteira
e por segundos pensei nela toda
 Cheguei na mais profunda solidão

A covardia lutava contra mim
Eu que debatia não queria mais discutir
E por tanto tempo eu questionei
finalmente decidi

A primeira opção foi a que eu escolhi
E ao chegar ali no fim, o meu coração parou
mas emocionalmente ele não batia mais
depois que ela me deixou

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cortinas

Ele olha sempre para a platéia dando um sorriso vaidoso
cheio de egoísmo saudável discreto
Ansioso pelo fim de cada apresentação ele sabe que
conquistou,ignorou,fez charme
Rodeado por amigos e desconhecidos sua fama cresce a cada dia

Todos os dias ele acorda com uma música em sua mente
dorme com uma batida em seus ouvidos e todo o tempo
sua máquina de criação musical,poeta e de vida não para

Ele agrada,finge,engana,apaixona,vive
Tudo vale para estar bem consigo mesmo
Criador de sonhos,idéias e ideais ele é amante
da madrugada depressiva
Venera a fama,idealiza o sucesso mas seu interior gosta
mesmo é da paz interior solitária

Pensa na morte, questiona a vida,vive o inexperado
odeia a rotina,mas faz de si um ciclo repetitivo
Abraçado por várias, ele deseja os braços
maternos,fraternos ou da amada

Ator da própria história,sua batalha
é torna-la única e impactante para todos e para si
e no fim de sua última cena ele não sabe se
morrerá sozinho

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Alma morta-viva

Ele ficava em seu doce lar,
tirando gozo das coisas que seu interior proporcionava
Com o passar do tempo seus prazeres
saudáveis foram embora
e sem perceber o pecado batia em sua porta.

Ele entrou!
Desesperado ele buscou se reanimar,
mas era grande o barulho dentro da sua casa
Gritou e chorou de nada adiantou seu desespero
Todos os sentimentos maléficos entraram e com isso
Perdera sua força, sua voz e
seu coração começava a palpitar cada vez menos
Foi inevitável, a morte foi a sua última gota

Com a sua casa estando cada vez mais fria
com moveis empoeirados fora do lugar
Seu doce lar agora é mal assombrado
Até que um homem chega na residência,
avista toda aquela bagunça e procura o seu dono

Encontrando o caixão no fundo do porão
O dono com feição de tristeza e desesperança
fez o homem chorar e sentir toda a sua dor
Passaram-se horas e o Homem sente todo o pesar
dos pecados dele e então decide dar-lhe sua vida por ele

Uma gota de sangue escorre da mão do Moço
e pinga em sua face
Um sopro de vida entra em seu coração
Avistando uma luz
ele Ressuscita!

Assustado, ele senta no caixão
E sem entender enxerga o Homem
debruçado em suas pernas
Morto estava

Ao tentar tirar o corpo desconhecido sobre si
Ele percebe que seu nome estava gravado nas
Mãos daquele Homem

Quem é este que destes sua vida por alguém morto?
Simplesmente o Filho Do Rei alfa, ômega, princípio e fim
Que entregou seu único filho para que ele e o mundo sobrevivessem

A Gota do pecado o matou
A Gota de um sangue o ressuscitou
Se tornando nova Criatura
Para que No final recebas
A Gota da Vida Eterna