terça-feira, 10 de abril de 2012

Frenético acredito

No desapego, sem dó com dor
Quão triste fiquei sem o meu apego
Meu nó na garganta era cego.
Meus dias eram incompletos
Minhas palavras eram vazias.

Ele tinha ido sem destino.
Sem meu eu ao seu lado.
Fico a contar para sua vinda
Já se passaram 365 dias.

quinta-feira, 8 de março de 2012

É assim:


A sua chegada tão querida. A despedida tão sofrida.
A saudade infinita. O retorno que não chega.
Os planos inacabados. A saudade infinita.

O meu nariz encostado  no frescor da sua fragância
O meu coração apertado e acelerado no seu peito
A minha alegria ao ver o seu sorriso.

O meu arrepio por conta do seu sussuro
O meu suspiro por nos vermos apaixonados
A minha satisfação de sentir seus abraços.

É assim...
O meu desejo suportavelmente dolorido
O meu coração que te chama.
A apaixonada sem seu amante.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Reflexo ex venenoso

Estava tudo indo bem, até desconfiei
e no último dia de paraíso até me certifiquei
de que nada abalaria a naturalidade da beleza

A palhaçada do psicodélico efeito das mágoas
Clareou a razão e a ilusão foi desmascarada
A minha vergonha foi grande com o pesar da decepção.

Quão grande é o efeito das escolhas,
e a alheia reflete sobre as minhas
A mão que segurou, agora diz adeus
com a alma profundamente aliviada.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Eu disse adeus

No meu semblante pesa a culpa 
O arrependimento vem com o tempo 
sobre a decisão do injusto conceito.

Preconceito sentimental, 
o meu coração negou outro.
E ele que é de carne, estremece.

 A angústia que corrói. 
A saudade insuportável  da perfeita companhia
dos seus lábios está submersa.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Passagem

Hoje eu joguei muita coisa fora
Eu vi o meu passado diante de mim
Cartas, fotografias e pessoas que se foram
A casa está limpa.

Nem lembro do que eu fiz
Só lembranças da gravidade, asas e os eles.
O coração está cheio de saudade do antigo destino.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Insatisfeita paixão

Gosto tanto dele que prefiro esquecer
Me lembro do tanto que é ruim  a solidão
e crio coragem dizendo sim à minha paixão.

Nua como uma musa é medida do anseio
O desejo exacerbado transpira na pele
É o desespero de tê-lo.

Pela impossibilidade de amar,  fecho meus olhos,
penso nele com razão, toco-me
e me perco na loucura  de não tê-lo só pra mim.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Troca justamente imperfeita

Ele tinha uma condição: Falar sobre amor mas nunca amar
Pois só nessa situação que sua inspiração aflorava
A solidão dava-lhe dinheiro, mas nunca satisfação.

Ciclo de vida humana suicida


Pra ser bem radical, o homem só necessita  do que ele é capaz de carregar nas mãos. E sim, estou criticando a sociedade consumista compulsiva.
Falo sobre a diferença tênue entre necessidade e vaidade. O desejo humano é insaciável e no sistema atual nunca se chegará a satisfação, pois no momento que se conquista o bem desejado, a partir dali nasce uma nova vontade de possuir o que não se tem. Com isso, o individuo (todos) vive um ciclo infinito de insatisfação pessoal. Conceito este que caracteriza a vaidade. Já a necessidade é o que é necessário,  o básico para alguém sobreviver em condições consideravelmente boas (Higiene, alimentação e saude). Agora o que me faz pensar sobre tudo isso é: O QUE É BÁSICO PARA VOCÊ E PARA MIM?
Vivemos no mundo Ocidental onde tudo gira em torno da palavra "Posse" e é pregado um falso sistema igualitário e justo onde a satisfação é  ver  o pobre se tornando mais miserável e o rico se gloriando por ver seu enriquecimento na decadência de um outro ser humano.
Acreditamos na liberdade e busca da auto independência, sendo que já nascemos corrompidos para o mal. Somos miserês animais castrados vivendo uma forma de vida suicida.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Game com over garantido

Ele gosta de brincar comigo e mescla mentira com satisfação
Nesse jogo velho de nós dois, o perdedor é o coração.

Desproporcionalmente poetisa

Ela que pode ser por heroísmo, amor ou ódio, a minha é a insônia. 
E essa que propaga a solidão, por costume virou minha preferida.
Desdenho alegria.

É sem demora, ela chega na virada da madrugada 
Carregada por lembranças, angústias e medo
As mais profundas palavras são escritas.

Quanto mais escrevo, mais palavras em vão 
e a minha inspiração triste alimenta os meus dias
para que nas manhãs eu sorria com as minhas tristes poesias.

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